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Existem animais gays?

A homossexualidade é um tema de constantes e acalorados debates em inúmeras sociedades. Aceito em algumas culturas e duramente reprimido em outras, o comportamento homoafetivo é tão antigo quanto a civilização humana mas saiba que ele não está condicionado apenas à nossa espécie.

O termo “homossexualidade” designa a característica ou qualidade de um indivíduo ou ser (humano ou não) que sente atração física e afetiva por outro do mesmo sexo. Ainda não há consenso sobre o que torna uma pessoa homossexual (que é uma orientação sexual que difere do padrão), mas existem teorias: uma que diz que a pessoa nasce gay, e outra que ela se torna – influenciada pelo ambiente e experiências. Mas será que só os seres humanos são homossexuais? Ou também existem animais gays?
De acordo com a maioria dos pesquisadores e estudiosos do comportamento animal, existem sim. Há, inclusive, animais que não só apresentam comportamentos homossexuais “de vez em quando”, como são gays por natureza por instinto! O primeiro livro que abordou de maneira científica o possível comportamento homossexual dos animais foi publicado no ano de 1999, por Burce Bagemihl.
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Intitulado “Biological Exuberance”, o texto do livro cita inúmeros exemplos de relações homossexuais em uma vasta variedade de espécies, que logo viraram alvo de pesquisa e estudo para cientistas e especialistas em animais.

Fêmeas lésbicas do Macaco-japonês

Um desses estudos influenciados pelo livro de Bagemihl provou o quanto os animais podem também fugir do padrão heterossexual. Conduzido pelo psicólogo Paul Vasey, da Universidade de Lethbridge no Canadá, o estudo constatou um fenômeno interessante em algumas espécies de animais, como o macaco-japonês. Segundo a pequisa, durante o período de acasalamento o macho desse tipo de macaco tem que disputar a fêmea não só com outros machos, mas com outras fêmeas também.
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Os pesquisadores notaram que a fêmea do macaco subia uma em cima da outra e estimulava suas genitais esfregando-as na parceira. Depois disso, as duas tendiam a permanecer por semanas juntas.

Casal gay de Albatroz-de-laysan

Um outro grande exemplo que prova que a homossexualidade no reino animal é uma realidade, é o albatroz-de-laysan (encontrado no arquipélago americano do Havaí). O interessante dessa ave é que ela pode ser exclusivamente homossexual. Foi percebido que algumas fêmeas e machos do albatroz se unem a outros do mesmo sexo e passam a vida toda ‘casados’!
Segundo os cientistas, o comportamento da fêmea dessa ave que escolhe outra fêmea como par é a insuficiência de albatrozes machos e a necessidade de uma “ajuda” para chocar os ovos.
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Carneiros gays

Do mesmo jeito são os carneiros domesticados. Segundo cientistas, 8% dos machos dos rebanhos desse animal prefere outros machos mesmo quando há fêmeas férteis no grupo, permanecendo juntos por muito tempo. Um dos pesquisadores responsáveis pela constatação, Simon LeVay, endossa que os carneiros selvagens não apresentam o mesmo comportamento diferenciado.
De acordo com sua tese, o animal domesticado foi gradativamente “manipulado” por criadores a produzir fêmeas que reproduzissem o mais frequentemente possível, o que pode ter possibilitado uma mudança nos machos. Tais machos dessa espécie demonstram, então, um claro atrativo para os outros do mesmo sexo no rebanho.
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Golfinho nariz-de-garrafa

O golfinho é outro animal que pode manter um “relacionamento” homoafetivo de longa duração. O mamífero, em quesito de capacidade cognitiva e social é comparado ao chimpanzé e ao ser humano, e o mesmo também demonstra certa predisposição à homossexualidade.
Há um caso extraordinário de um par de golfinhos machos de mantiveram um “relacionamento amoroso” pelo tempo incrível de 17 anos! Ou seja, para eles parece não importar o sexo do parceiro para se manter uma relação.
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Galo-da-serra peruano

No caso do Galo-da-serra peruano, uma ave rara de cor chamativa, foi percebido que cerca de 50% dos machos praticam o ato homossexual. Nessa espécie, diferente das outras, apenas os machos tendem à homossexualidade, onde os mesmos procuram aves do mesmo sexo apenas para “obter prazer”.
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Libélulas

Até os insetos como as libélulas apresentam comportamento homossexual. Foi constatada uma alta frequência de encontros entre libélulas do mesmo sexo, comportamento que possivelmente pode ser influenciado pela química ambiental e a falta de parceiros do sexo oposto.
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Jovens girafas gays

No caso das girafas, é fato que os jovens machos dessa espécie costumam ter contato sexual com outros do mesmo sexo antes de poderem ter relações com outras fêmeas. As atividades homossexuais incluem até beijo de língua e “abraços” pescoçudos.
A teoria é que o objetivo desses contatos é desenvolver familiaridade com as técnicas acasalamento que se concretizarão mais à frente.
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Pinguins

Um casal de pinguins gays num zoológico chamou a atenção depois de virarem até manchete no site The Star. Os pinguins, ambos machos, estabeleceram uma relação estável, e demonstraram até disposição em criar filhotes.
Os pinguins machos tentaram roubar ovos de casais heterossexuais, até que ganharam seu próprio ovo, que chocou e gerou um filhote que foi criado pelos dois.
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Leão africano

Leões africanos machos já foram documentados mantendo relações sexuais com outros machos da mesma espécie, e existem inúmeros casos registrados em zoológicos e cativeiros de leões que abandonaram a fêmea para formarem um casal com outro leão.
O motivo para a “associação” homossexual de leões ainda é desconhecida pela ciência, mas acredita-se que, por serem felinos de grande porte e terem maior desejo sexual que algumas espécies, acabam encontrando em outro macho suas satisfações.
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Bonobos e suas brigas de amor

Os bonobos são muito parecidos com os chimpanzés, e podem ser nossos parentes mais próximos. Eles vivem em colônias bem sociais e frequentemente se envolvem sexualmente com bonobos do mesmo sexo, protagonizando até brigas e desentendimentos por ciúmes de outros bonobos.
Segundo os estudos, esses encontros e brigas sexuais acontecem com frequência, e para as fêmeas que procuram outras fêmeas, isso aumenta o “status” na colônia.
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Um fator interessante é que, de todos os estudos realizados, um resultado foi unânime: as espécies que apresentavam comportamento homossexual não o faziam com finalidade de se reproduzir, mas sim de obter prazer! Ou seja, além de saírem do padrão heterossexual, a bicharada também pode praticar o ato sexual apenas por “diversão”.
Seguindo a linha de todos esses estudos que comprovaram que um animal também pode ser gay, é possível considerar que a sexualidade de um indivíduo pode variar naturalmente (passando longe de ser uma “anomalia”), e que taxar o comportamento homoafetivo de “aberração” é simplesmente ignorância e imposição à vontade da natureza.

Como o gato consegue sobreviver a grandes quedas?

Quem tem gato ou já conviveu com um, sabe que os felinos têm habilidades surpreendentes. Se escondem, saltam de lugares altos, abrem portas e entram em lugares minúsculos. Os felinos também são capazes de ficar nas posições mais estranhas possíveis, não é mesmo?

Você já parou para pensar que um gato é capaz de sobreviver a queda de um prédio? Isso aconteceu com uma gata na cidade de Boston, Estados Unidos, depois de uma queda de 19 andares. Essa história levantou a questão de como os gatos conseguem escapar vivos de quedas de grandes alturas. A dona de Sugar, tinha deixado uma janela entreaberta para que a gata se refrescasse, mas ela saiu e caiu em um gramado.
Mas qual é o motivo para que um felino sobreviva a queda de grandes alturas? E tem mais! Em muitos casos eles saem sem nenhum arranhão. Confira!
habilidades-e-funcoes-corporais-animais-incriveis-1Há uma razão para dizermos que os gatos têm sete (ou nove) vidas. Segundo biólogos e veterinários, a habilidade dos gatos de sobreviverem a estas grandes quedas é uma questão simples de física, biologia da evolução e fisiologia.
Em um estudo realizado em 1987, que analisou casos de 132 gatos que caíram de grandes alturas e foram levados para uma clínica veterinária especializada em emergências em Nova York, os cientistas observaram que 90% dos animais sobreviveram e apenas 37% precisaram de atendimento de emergência para continuar vivos. Um dos gatos, que caiu de uma altura de 32 andares diretamente no concreto, teve apenas um dente quebrado e um problema no pulmão. Ele foi liberado 48 horas depois. Dá para acreditar?
A natureza também construiu os gatos de forma que eles são praticamente imunes a quedas. Isso não apenas significa que eles podem cair de uma árvore e sair ilesos; um gato poderia até mesmo sobreviver a queda de um avião! Mas não tente jogar um de lá de cima, isso provavelmente vai chateá-lo. Mas porque eles têm essa resistência? Será que seu corpo é flexível o bastante para isso?
pordentroAlguns cientistas afirmam que os corpos dos gatos foram construídos para resistir a quedas, desde o momento em que estão em pleno ar até o instante em que atingem o chão. Isso porque, eles possuem uma área de superfície do corpo grande em relação ao peso, o que reduz a força com que chegam ao chão em uma queda. A velocidade máxima alcançada por um gato em queda é menor comparada a humanos e cavalos, por exemplo.
Você sabia que todos os gatos têm uma velocidade terminal de cerca de 96 km/h? Nem perto da velocidade de 193 km/h de animais maiores. Para um gato, não há praticamente nenhuma diferença entre uma queda de 15 metros e uma queda de 1.500 metros, exceto que ele vai ficar no ar por alguns segundos a mais. Curioso, não?
Estranhamente, uma queda de quatro andares é estatisticamente mais perigosa para um gato do que uma queda de 40 andares. Isso mesmo! A probabilidade de lesões após sete andares é bem menor para os felinos porque a maioria dos gatos atinge sua velocidade terminal a essa distância, permitindo-lhes se preparar adequadamente para a queda.
Vale lembrar que gatos são animais que vivem, essencialmente, em árvores. Quando não vivem em casas ou nas ruas de uma cidade, eles tendem a viver em árvores. Biólogos afirmam que, sendo assim, cedo ou tarde eles acabam caindo. Os processos evolutivos deram a eles a capacidade de sobreviver a quedas.

Os 6 insetos mais mortais do mundo

Você já ouviu falar de entomofobia? Também conhecido como insetofobia, é a aversão patológica a insetos tais como formigas, baratas, abelhas, mosquitos e outros mais. A pessoa que tem essa fobia não suporta nem ao menos ver a foto de algum inseto, quem dirá se aproximar de um.

Muitos acham até exagero, mas depois de ler essa matéria você vai no mínimo ‘entender’ quem tem fobia desses pequenos animais. Com várias patinhas, asas e até minúsculas garrinhas, os insetos descritos aqui vão te fazer nunca mais subestimar pequenas formas de vida. Muitos desses insetinhos podem fazer adoecer, deixar inconsciente ou até matar um adulto saudável.
Sem mais, o Ultra Curioso vai te mostrar os 6 insetos mais mortais do mundo, daqueles minúsculos animaizinhos que definitivamente você vai torcer para nunca ter que “enfrentar”.

1. Formiga-lava-pés

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Das 285 espécies diferentes dessa formiga no mundo, a formiga-lava-pés é uma das que você com certeza não vai querer conhecer (pelo menos, não sua picada!).
Considerada extremamente agressiva, o veneno da lava-pés leva a vários problemas de pele e reações alérgicas fortíssimas. Sua picada provoca uma pústula branca causada pelo ardor, e pode durar semana.

2. Barbeiro

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Membro da subfamília de insetos Triatominae, o barbeiro cresce sugando o sangue de vertebrados. O seu nome popular originou-se de seu hábito de picar o lábio da espécie de uma pessoa enquanto ela dorme. Ele também transmite o parasita trypanossoma cruzi, causador da Doença de Chagas que mata cerca de 12 mil pessoas por ano. A enfermidade gera mudanças imediatas no corpo, vergões e erupções cutâneas.

3. Vespa Japonesa Gigante

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A Vespa Japonesa Gigante não ganhou essa denominação a toa. Ela é a maior espécie de vespa do mundo e cresce até um tamanho de duas polegadas. Todos os anos, cerca de 40 mortes são registradas por picada dessa vespa. O veneno dela gera violenta reação alérgica e dissolve os tecidos da pele em pouco tempo. Ou seja, torça para nunca cruzar com uma dessas!

4. Mosca Tsé Tsé

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A mosca Tsé Tsé é tido como oum dos insetos de picada mais mortal do mundo. Nativa do continente africano, ela também é conhecida como ‘Mosca do sono’.
A Tsé Tsé injeta em sua picada uma poderosíssima toxina que causa forte sonolência em sua vítima, fazenda-a dormir por dias sem parar. E na maioria das vezes, leva à morte. É estimado que cerca de meio milhão de pessoas tenham morrido pela picada desse inseto mortal.

5. Siafu (Formiga Africana)

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A formiga Siafu, ou Formiga Africana, é responsável por devastar campos inteiros de plantio. A colônia desse inseto é nômade, podendo se locomover para onde haja o suficiente para ser destruído. Muitas crianças e idosos são vítimas dessa formiga, morrendo por asfixia, e causa cerca de 50 mortes por ano devido à sua picada.

6. Mosquito-da-dengue

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O Aedes Aegypti, ou simplesmente Mosquito-da-dengue, tem como característica principal as manchas brancas em seu corpo, e sua preferência por ambientes em que haja água limpa e parada.
O mosquito é responsável pela transmissão do vírus da dengue, uma doença que já matou milhares de pessoas só no Brasil. Seus sintomas são febre alta, dor nas articulações e atrás dos olhos e vômitos. A dengue hemorrágica, o tipo mais grave da doença, foi a principal responsável pelas mortes.

A galinha gótica que tem a pele, carne, ossos e órgãos completamente negros

Parece montagem mas não é. Esse animal realmente existe. Essa galinha gótica e meio assustadora se chama “Ayam Cemani”. Ela é de uma raça rara e relativamente moderna de frangos. Ela tem origem na Indonésia.
Sua cor se deve a um gene dominante que faz com que haja hiperpigmentação em sua pele, penas e até mesmo nos órgãos internos. O nome Ayam significa “galinha” em indonésio e Cemani significa “completamente preto” em javanês. Um nome literal para uma criatura tão exótica.
A raça surgiu na ilha de Java, Indonésia e foi usada durante muitos séculos para rituais religiosos e místicos. Quem identificou essa espécie pela primeira vez foram os colonos holandeses. Sua comercialização começou na Europa em 1998 pelo criador holandês Jan Steverink.
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Atualmente, só existem estoques dessa galinha gótica e sobrenatural na Holanda, Alemanha, Eslováquia e República Checa. Existem algumas variedades da Ayam Cemani. Uma das mais conhecidas é a galinha preta sueca. Acredita-se que a Ayam Cemani pode ter sido introduzida na Europa há séculos atrás durante a era das grandes navegações.

Características

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As aves são completamente negras: sua plumagem preta tem um brilho esverdeado, seus pés e unhas dos pés são pretos, bico preto e língua, crista preto e acácias; até mesmo sua carne, ossos e órgãos são completamente pretos. A exceção fica na cor do sangue: o sangue da Ayam Cemani é normal (embora seja mais escuro).
A cor preta do pássaro ocorre como resultado do excesso de pigmentação dos tecidos, causada por uma condição genética conhecida oficialmente como fibromelanose. Este gene também é encontrado em algumas outras raças galinha preta. Sim, existem outras galinhas similares! Os galos dessa espécie pesam entre 2 e 2,5 kg e as galinhas de 1,5 a 2 kg. As galinhas põem ovos de cor creme com uma leve tonalidade rosa, apesar de raramente chocarem seus ovos. Cada ovo pesa em média 45 g.

Preço e lendas

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Essas galinhas são extremamente caras. Cada ave custa aproximadamente US$ 2.500. No exterior ela é conhecida como “Lamborghini das galinhas caipiras”. Devido a preocupações com a gripe aviária, essas aves são uma raridade em muitos países fora da Indonésia.
Avicultores asiáticos dizem que as galinhas são amigáveis e famosas pelos seus poderes místicos de sua carne preta. Na região, acredita-se que a escuridão da galinha a torna uma ponte ideal entre o mundo sobrenatural e humano.
A melanina é produzida por melanócitos na camada inferior da epiderme. A melanina é uma classe de pigmento responsável pela produção de cor no corpo em locais tais como o os olhos, pele e pelos. Como o corpo dos humanos e animais envelhece, a distribuição de melanócitos torna-se menos difusa e sua regulação menos controlada pelo corpo.
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Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? 

Cinco seres vivos que são biologicamente imortais

Desde criança todos nós ouvimos que a única certeza da vida é a morte, todo mundo vai morrer. A morte nos causa muito medo e quando alguém próximo a nos morre é algo muito triste. Mas o que você faria se fosse imortal? Atualmente o ser humano ainda não descobriu uma forma de ser eterno, mas já existem alguns animais que tem o dom de serem imortais.


Os cientistas consideram como seres imortais, o não envelhecimento das células corporais, isso é, com o passar dos anos o corpo físico de alguma coisa não se altera em absolutamente nada, esses seres então, são considerados biologicamente imortais. Os animais dessa lista são biologicamente imortais, isso significa que eles só podem morrer caso sejam comidos por algum outro animal, peguem alguma doença grave ou coisas do tipo, de outra forma eles podem viver dezenas, centenas e até mesmo milhares de anos, sem envelhecer:

1-Lagostas americanas

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Um dos animais que você menos espera está na lista. As lagostas continuam crescendo após a maturidade, ao contrario de muitos animais, além de poder regenerar uma parte de seu corpo caso perca ela. Esses dois fatores fazem com que as lagostas sejam consideradas imortais. Tudo isso pode ser explicado pela enzima, telomerase, que atua reparando o DNA. A grande diferença dos outros vertebrados que também tem essa enzima é que a lagosta produz ela adulta e os outros apenas na fase embrionária, portanto é como se as lagostas fossem eternas adolescentes.

2-Turritopsis dohrnii (um tipo especifico de água-viva)

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Esse tipo de água viva tem um processo único de “imortalidade”. Quando chega a maturidade a invés de começar a envelhecer ela começa a fazer o contrário. Ela pode voltar ao seu estágio inicial e quando finalmente chegar a ser um “bebê” ela volta a crescer tornando-se assim supostamente imortal. O problema é que a maioria delas morrem de alguma doença no meio do processo, mas isso significa que em um ambiente ideal, elas seriam imortais.

 3-Alguns moluscos

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Alguns moluscos tem a capacidade de viver por muitos e muitos anos. Não se sabe exatamente qual é o tempo máximo que um desses seres podem viver e nem a causa dessa grande longevidade, mas pesquisadores já chegaram a conclusão de que eles são capazes de viver ao menos 500 anos.

4-Planarian Flatworm

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As planárias são vermes que tem uma incrível habilidade de regeneração. Quando acontece algum acidente e elas são cortadas por exemplo, acabam regenerando todo o corpo de novo. O mais incrível é que mesmo que sobre apenas uma pequena parte do seu corpo, ela é capaz de regenerar completamente com a mesma “memória” de sua vida.

5-King Clone

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Apesar de não ser um animal, essa planta é um raro exemplo de imortalidade, a King Clone, se duplica, dessa forma se mantendo viva por vários e vários anos. Para ser um pouco mais preciso e te mostrar exatamente do que estamos falando, essa planta da imagem tem assustadores 11.700 anos, bizarro não? Caso não ocorra nenhum fator externo, como incêndio ou algum predador, essa planta pode viver eternamente.
O que achou desses seres que diferente de nós seres humanos, podem viver para sempre? Incrível como cada um é imortal do seu jeito. Quem sabe no futuro podemos estudar esses meios para nos tornar eternos.

Conheça os diminutos tardígrados, os maiores “ladrões de DNA” do mundo

Tardígrados são animais que vivem em condições extremas. Também conhecidos como ursos-d'água, esses microscópicos invertebrados aquáticos podem sobreviver ao frio e ao calor extremo, bem como às duras condições do espaço. Se forem desidratados, podem ser reanimados apenas com água, mesmo que tenham passado décadas assim. São encontrados em todos os continentes, incluindo a Antártida, e vivem em ambientes que vão desde as fossas oceânicas, passando por desertos e chegando até o topo do Himalaia.

Agora um time de cientistas descobriu que esses seres possuem outra condição única: seu genoma contém o DNA mais “enxertado” entre todas as espécies animais conhecidas. Pesquisadores descobriram que, em vez de herdar todos os seus genes de seus ancestrais, tardígrados obtiveram um sexto de sua composição genética de plantas, bactérias, fungos e arqueias. Essa mistura toda revelou que as espécies podem se formar de maneiras muito menos lineares do que imaginávamos.

"Quando as pessoas pensam na diversidade da vida e do fluxo de informação genética, imaginam uma árvore com grandes ramos gerando outros menores, mas sem qualquer conexão entre eles", diz Thomas Boothby. Ele é um pós-doutorando da Fundação de Pesquisas Científicas da Vida na Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill. "Nós estamos começando a perceber que, em vez da árvore da vida, seria mais apropriado pensar na teia da vida", continua ele.


Boothby começou a estudar o genoma dos tardígrados na esperança de descobrir os fundamentos mais básicos das estratégias de sobrevivência extrema das criaturas. Para catalogar cada gene, ele e seus colegas primeiro extraíram e sequenciaram diversos pedaços curtos de DNA de milhares desses seres. Em seguida, utilizaram um programa de computador para “costurar” todas as partes juntas e revelar o código em sua totalidade.
"Quando fizemos isso, nós inicialmente vimos que havia uma grande quantidade de genes que pareciam não vir de animais", diz o cientista. "Nossa reação instintiva foi pensar que cometemos algum erro ou que alguma coisa devia ter contaminado nossa amostra", contou ele. Para verificar o resultado novamente, a equipe testou a reação em cadeia da polimerase, um método que amplifica regiões-alvo de material genético somente se eles correspondem com alguns “gatilhos” específicos.
Nesse caso, eles queriam ver se poderiam amplificar genes animais e bacterianos como unidades individuais, o que só seria possível se eles estivessem fisicamente ligados dentro do mesmo genoma. "Nós fizemos isso por mais de 100 genes, com 98% de sucesso", disse Boothby.


Convencida de que as leituras do genoma estavam corretas, a equipe então reconstruiu a ascendência evolutiva de sequências de genes específicos, o que confirmou que o que pareciam ser genes estranhos era exatamente isso, em vez de algo semelhante desenvolvido pelos próprios tardígrados. "Os resultados revelaram de forma inequívoca que os genes que parecem estrangeiros realmente vieram de formas de vida não animais", revelou o pesquisador.
A equipe concluiu que 17,5% dos genes dos ursos-d’água são feitos de algum material estranho. A maioria desses genes externos tem origens bacterianas, com milhares de espécies representadas dentro da composição genética de um tardígrado. Os cientistas acreditam que muitos desses genes são responsáveis por desempenhar os mesmos papéis na tolerância ao estresse de seus “proprietários originais”.
Em alguns casos, os elementos estranhos substituíram os dos tardígrados, enquanto em outros, esses animais mantiveram as suas próprias estruturas, mas integraram a elas cópias únicas ou múltiplas de uma ou mais espécies de bactérias. Os pesquisadores especulam que esse não foi um evento único e ainda pode estar acontecendo, mesmo hoje. Mas o que ainda não foi descoberto é de que forma essas criaturas conseguem remendar seu próprio DNA com material genético estranho.

Mito ou verdade: nós realmente engolimos aranhas durante o sono?

Nós sabemos que as aranhas podem, por exemplo, usar os ouvidos das pessoas como “lar”, e todo mundo já deve ter ouvido falar de estatísticas a respeito de quantos desses bichinhos os seres humanos engolem enquanto dormem, não é mesmo?

Há quem afirme que o número chega a dezenas por ano, enquanto outros garantem que apenas quatro desses bichinhos vão parar nas nossas bocas nas horas de descanso. Além disso, tem ainda quem diga que essa história de comer aranhas durante o sono não passa de mito.
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De acordo com Henry Nicholls, da BBC, com essa imprecisão em mente, o portal de notícias resolveu perguntar aos internautas na página da BBC Earth no Facebook se eles acreditavam que as pessoas realmente engolem aranhas durante o sono, e quantas seriam elas.

Evidências

Segundo Henry, registros médicos de várias partes do mundo comprovam que existem casos de pessoas que sofreram picadas de aranha durante o sono — e não foram poucas —, inclusive das temidas aranhas marrons. Estudos realizados sobre os incidentes apontaram que a maioria dos ataques ocorre em braços, pernas, mãos e pés, mas, em algumas ocasiões, eles podem ocorrer no rosto.

Os internautas que acessaram a página da BBC no Facebook parecem confirmar o que foi descoberto pelos estudos. Um dos casos relatados, por exemplo, foi o de uma pessoa que acordou com milhares de picadinhas no rosto depois que uma ooteca eclodiu durante a noite liberando um sem-fim de aranhinhas sobre sua cama. Em outras palavras, não faltam evidências de que esses animais perambulam em nossas camas ocasionalmente.

Mas elas podem entrar na sua boca?

Embora existam muitos artigos por aí que atestam que as estatísticas relacionadas com humanos engolindo aranhas durante o sono não passam de mitos, a BBC reuniu alguns relatos que contradizem essas publicações.

Um dos internautas contou que, pela manhã, enquanto escovava os dentes, sentiu um gosto meio esquisito e, ao cuspir, viu umas patinhas que pareciam ser de um aracnídeo. Outro disse que um dia, ao acordar, percebeu algo estranho na boca e descobriu que se tratava de uma pequena aranha. Esses relatos deixaram você nervoso? Pois você não precisa se preocupar — nem passar a dormir com a boca amordaçada!

Não há motivo para ter pânico

Além de reunir os relatos dos internautas, o pessoal da BBC também conversou com alguns especialistas sobre o tema, para tranquilizar os aracnofóbicos mais afoitos. Entre os profissionais consultados está Dave Clarke, que comanda o departamento de invertebrados do Zoológico de Londres. Segundo ele, a maioria dos predadores simplesmente não se arriscaria a atacar um animal maior, simplesmente para não correr o risco de levar a pior.

No caso das aranhas, Clarke explicou que elas são supersensíveis a calor e vibrações, portanto é pouco provável que esses animais se aventurem a atacar seres humanos desavisados. Além disso, as aranhas não sentem nenhum interesse particular por nós, e os encontros são realmente acidentais e raros. Entretanto, isso não significa que eles não ocorram nunca — apenas são muito esporádicos.